Ao início, Pedro. Ao todo, Pedra.

Hoje venho falar para vocês sobre Berg Menezes, músico de Fortaleza que lançou recentemente o álbum Pedra.

Tá rolando muito lançamento atualmente, fico até meio perdido. maquinas, por exemplo, lançou recentemente seu álbum, mas isso fica pra outro post. Hoje, falarei sobre Pedra e Berg Menezes , então vamos lá.

O Berg foi um dos primeiros artistas que conheci quando, em 2013, decidi olhar para o cenário autoral, sempre vi muita qualidade em seu trabalho. Lembro que até assisti um trecho de sua apresentação na época de Berg Menezes e os Coadjuvantes no ManiFesta.

Seguindo na linha do tempo, me recordo do EP  dos Coadjuvantes com músicas de Berg e arranjos da banda. Inclusive, esse foi, literalmente, o primeiro trabalho que realmente escutei no mundo das internets. Me lambuzei com essas músicas de energias muito fortes e revigorantes, que trabalhavam as distorções e a potência do velho rock.

Bandcamp d’Os Coadjuvantes

Outro dia, escutei All I Have. E, barulheiros, que música linda, com arranjos leves e aquele violão base acompanhado por outro fazendo uma linha delicadíssima, seguindo uma estética folk… Em resumo, uma música muita boa de se escutar.

 

Quando soube que seu álbum estava sendo produzido – e ainda pelo Mocker!! – fiquei super na ansiedade do lançamento, tanto por gostar do trabalho do Berg, como também do Mocker. Agora, pós-lançamento, confirmei minhas expectativas: é um disco leve, com um violão muito bem trabalhado, mas também se permitindo explorar nuances mais fortes com mais distorções. Vamos todos escutar!!!!

Linguem-se todos!

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Um fim de semana de aniversário

Heyyy, chegamos a mais um fim de semana, e nesse, especialmente, estará rolando a festa de aniversário de 110 anos do Porto das Dragas. Se liguem que na postagem de hoje esse aniversário irá aparecer bastante.

sexta:

Caike Falcão se apresenta às 22h no BOOP’S

E, no Porto das Dragas, a festa de comemoração de 110 anos continua com uma programação muito rica. Mais informações podem ser encontradas no evento no Facebook.

sábado:

Às 22h, no Mambembe, a SUPERBANDA se apresenta.

Continuando a programação no Porto das Dragas, terá Fertinha e cover de Beatles a partir de 20h.

domingo:

continuando ainda no Porto das Draga, às 20h, no pavilhão rolará Mentalize (lembrando que tem muito mais coisa na programação. Não se esquecem de dar uma olhada na programação completa).


 

Um abraço a todos ;).

HOUVE GOLPE E VAI TER LUTA ( NÃO tenho a MÍNIMA intenção de ser imparcial)

Ontem ou hoje (não sei exatamente o dia que vou finalizar esse texto), estive na ocupação do IPHAN, fiz uma entrevista com um dos ocupantes – o Felipe Damasceno – e ainda tentei fazer um registro da apresentação do Catatau, mas meu celular não quis ajudar. De qualquer jeito, agora sem lenga lenga, vamos direto ao ponto.

Saibam que estou escancarando minha opinião e é isso mesmo. Esse blog fala especificamente sobre cultura, então me sinto na obrigação de fazer minha parte. Atualmente estamos vivendo um momento político bastante trash, temos muito a TEMER, são varias questões para citar, mas, sendo mais especifico , houve a extinção do Ministério da Cultura e seu pressionado retorno – no entanto, com uma administração desajustada – o que demonstra, de qualquer forma, que essa gestão desse governo ilegítimo já está retirando direitos e desvalorizando a cultura.

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Vou dividir a entrevista não em perguntas  mais em dois tópicos, [Ocupação] e [Apoio].

OCUPAÇÃO

Logo no início, Felipe deixou bem claro que a ocupação tem como um dos principais objetivos pressionar o governo, reivindicando certos direitos necessários. Felipe continou falando que a ocupação tem caráter pacífico e surgiu a partir das extinção do MinC, e que dialoga com outras questão como a das minorias, acrescenta também que a pauta da ocupação perpassa a cultura, indo além dos artistas, e se relaciona a toda a sociedade, e ratifica informando que a ocupação está acontecendo em vários estados paralelamente, configurando-se assim uma forma de resistência contra a instauração de um governo ilegítimo.

APOIO

Nessa parte pergunto como pessoas que simpatizam com o movimento podem ajudar. Na entrevista, logo quando começa, Felipe afirma “ A ocupação se dá por gente” e, no decorrer da entrevista, sugere que não é necessário exatamente dormir lá para apoiar, mas apenas uma visita já é algo importante, ou, até mesmo, uma doação de alimento, ou outro tipo de necessidades: um apoio virtual com compartilhamentos, ou até a iniciativa de chegar com alguma oficina, coisas do gênero. Durante a entrevista, ele fala também da necessidade de se preservar o local da ocupação, que é um patrimônio histórico, e da noção que ocupar é conviver e é necessário construir tudo isso de forma saudável.

 

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Vai ter luta e vai ter resistência. Um abraço a todos.

 

Pra você que está esperando algo acontecer: viva o fim

Está tarde, estou cansado, tenho que acordar cedo, e o que isso tem haver com a postagem? Absolutamente nada, mas quero usar da liberdade do blog para externar um pouco da minha situação. De qualquer jeito, vamos ao fim de semana. A chance de esquecimento de algum evento é alta. Por coincidência ou não, encontrei poucos – ou é o sono, espero que não.

Sexta: 

Várias apresentações, das 16h as 21h, e ainda vai rolar debates sobre mobilidade urbana. No Parque do Cocó.

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Sábado:

Continuação do evento, de 9h as 21h , entre as apresentações dos dois dias estão Tiê, Naná Rizinni, Coco Raízes do Arco Verde, Maria Alcina, Nayra Costa e Lorena Nunes. Lembrando que é tudo bem gratuitão.

 

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Domingo

No Berlinda, a partir de 17h, vai rolar Caike Falcão e Martin (Pitty/Agridoce).

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Galera, foi isso. Desculpem-me por algum possível esquecimento. Ao tudo e ao todo, bom fim de semana a todos.

 

 

Mugshot – A Ascensão Criminosa de uma Banda que só Queria Tomar um English Chá

A minha fixação por um título chamativo às vezes passa do limite, é tanto que na postagem de hoje iria usar algum trocadilho que envolvesse tiros, crime, retratos e xícaras, dado o nome da banda, mas a minha razão pesou, então preferi não usar – até porque já estou saturando todos vocês com esses trocadilhos ruins, tenho pena também do pobre Santo Editor (tão experiente na verdadeira e única arte trocadilesca), que tem de ler todas essas minha tentativas falhas. Por isso, o título, já antevejo, será engendrado pela mente prodigiosa de nosso querido Santo Editor.

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Pois é,  vamos ao que é bom: música independente e local, assim como a banda de hoje, Mugshot. É incrível como me surpreendo cotidianamente com as novas bandas e os novos sons produzidos nas terra alencarinas, bandas muito boas mesmo, com músicas bem trabalhadas – como é o caso de Mugshot, que faz um rock que bebe de várias fontes, mas, por análise pessoal, percebo muito influência do rock britânico ali dos anos 90.

O meu primeiro contato com a banda foi com uma espécie de videoclipe de Control, veiculado no Facebook, e, de cara, percebi a potência do som produzido por eles, com melodias vocais bem trabalhadas e um arranjo delicado que emociona.

 

O EP que eles lançaram ano passado – contento três músicas autorais e um cover – está disponível digitalmente, é só acessar. Ahh, devo dizer que acho a capa desse EP muito irada (momento devaneio).

 

Para finalizar a postagem, indico o videoclipe lançado recentemente de Lonely Girl, videoclipe muito interessante que trabalha a continuidade com duas telas de forma bastante interessante. Transem:

 

Galera, pois foi isso, espero que tenham gostando. Para finalizar, por final e enfim, deixo uma mensagem: Fortaleza tem muito banda boa e possui uma diversidade musical tremenda. Então, que se avance e que se escute, compartilhe e que se viva a efervescência musical fortalezense!

O ritmo é frenético, e vamo que vamo!!!

Heyyy, você que sabe de um rolê autoral na garagem da esquina da rua de um amiga do primo de um amigo do vizinho de um amigo teu, mande para o Barulhovisual. Sim, isso mesmo. A questão é o seguinte: toda quinta, eu saio procurando por toda quina os eventos músico-autorais que rolam na cidade, e, por muitas vezes, não consigo  cobrir todos. Então, se você sabe de algum evento, pode mandar uma mensagem para a página do Barulhovisual, que o evento aparecerá aqui, sussa? É noise!

Agora vamos aos eventos desse final de semana.

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sábado: 

No Parque das Crianças,a partir das 18h, vai rolar a Virada Cultural da Liberdade de muito som autoral com as bandas s.o.m.a., Banda Síntese e Old Books Room.

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Ocorrerá também, na Praça da Gentilândia, a partir das 15h, o Sarau na Praça, com muita coisa massa para curtir e ainda com a apresentação de duas bandas autorais: Projeto Rivera e Indiada Buena.

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E no Centro Cultural do Jereissati, a partir das 18h, vai rolar muito som com as bandas Vermelho Maçã, Estereoh e Caike Falcão.

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domingo:

E, no domingo,  vai rolar no Casarão Benfica muita barulheira, a partir das 17h, com as bandas: Depois da Tempestade, A Scream Inside, Diamanita, Open Door, Banda Voris Vulgar, In Non Sense.

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Lembrem-se: é só enviar os eventos pra gente, que nós postaremos aqui!!!!

Bom final de semana a todos.

 

 

A Barulheira foi Monstra

Nesse final de semana passado aportei no AurorAutoral, com uma câmera de uma amiga (obrigado, Renata), e me dediquei a fazer registro de cada banda naquele evento lindo – que também foi o lançamento do selo independente BananaRecords, da galera que entrevistei aqui semana passada. Então, vamos aos vídeos.


 

A banda de abertura foi a Distopia Bárbara, de um rock bem cruzão e massa. Se liguem aí no vídeo. (Por sequela minha, acabei upando o vídeo no meu canal pessoal, mas é a vida, a vida tem dessas coisas…).

 

A segunda banda foi Marca Carmim. Show iradaço, do qual gravei também uma outra música deles, só que acabei perdendo o vídeo, então deixa no mistério. Mas fiquem com “Tudo que Fiz por Você” !!!

 

A terceira banda, Farolsaturno, gravá-los me foi uma experiência louca²,  viajei demais – confesso que tenho uma quedinha pelo estio. Transem esse vídeo, que chega a ser um pouco longo, mas vale cada onda e pixel.

 

A última banda da noite foi a Vencatu. Foi um show muito massa, fiquei triste por não conseguir gravar uma música inteira e ainda por ter feito uma captação de som meio capenga.  De qualquer forma, assistam  o vídeo, fiz com carinho, juro.


 

Vide, a cena vive, e o dia em que uma casa de show lotará pela música local se aproxima. Um chêro no olhos de tudim que lê esse blog  :).