Uma bolsa cheia de ossos

Um título cheio de simbolismos, mas dessa vez não é pra indicar texto algum de justificação e desmotivação, mas sim um novo clipe da mais recente música da Old Books Room.

Com imagens que mostram o Centro de Fortaleza, o clipe consegue se construir como uma crônica da vida na cidade, das poesias cotidianas e da música; ao explorar timbres mais nublados consegue promover uma atmosfera calma, um bucolismo(?) urbano.

Diferente dos outros trabalhos da Old Books, essa nova música acaba por anunciar um novo período para a banda, novos caminhos que brevemente teremos o prazer de conhecer.

 


Galera, agora pretendo manter um ritmo de postagem, voltar à ativa, mas dessa vez sem uma obrigação semanal. Acho que vai funcionar, um abç a todos <3.

Eu entendo a noite como um oceano

Faz alguns dias que não posto nada, mas uma torrente energética cruzou meu corpo e a música de Vitor Colares me motivou a dançar algumas palavras por esse teclado.

O meu primeiro contato com o trabalho de Vitor foi no período do lançamento em vinil de Saboteur. Ia ter uma apresentação no Teatro José de Alencar, mas minha motivação para sair de casa e ir de encontro à apresentação falhou, então me decidi em ouvir o álbum pelo youtube. E foi uma experiencia ótima. Um timbre de guitarra cortante ainda persiste em minha memória, desde o exato momento que dei o play. Vocês podem escutar por aqui.

 

Agora falando um pouco sobre experiencias audiovisuais…

 

Essas imagens são fantásticas, a chuva, os raios,  os planos, a música, é algo digno de se experienciar de forma zelosa e atenta.


 

O que mais persiste na minha memória em relação ao Colares é uma de suas performances, da música Jardim Suspenso, que presenciei ao vivo na Sede da Prodisc – o desencontro poético do ressoar das cordas com os baques secos da percussão e o barulho dos corpos da plateia construiu uma experiencia única. Essa música se encontra no novo álbum lançado recentemente pela Banana Records e pela Suburbano Co.

Galera foi isso, espero que curtam, existem quilômetros para se mergulhar em experiências abissais nesse oceano que são as composições do Vitor Colares.

Viva a Vila!!!!

Estou começando a escrever esse texto na sexta-feira, dia habitual que postamos a agenda cultural do fim de semana, mas a postagem de hoje não será sobre isso, mas sim um tema que acho muito urgente.

Recentemente a Vila da Artes (escola de formação em artes) vem sofrendo uma série de boicotes governamentais, dentre esses, a demissão de NOVE funcionários, algo extremamente crítico, visto que esses profissionais são de extrema importância para a manutenção do projeto que a Vila das Artes tem desenvolvido.

Há mais ou menos um ano, eu comecei a criar uma relação muito estreita com a Vila das Artes, ela tomou uma importância enorme para a minha vida. No início de 2016 tive a oportunidade de fazer um curso de videoclipe na Vila das Artes, que foi incrível, tanto pela atenção dos funcionários quanto pelo conteúdo que pude absorver, e digamos, esse curso foi super importante para a construção desse blog, pois a mescla de audiovisual e música foi extremamente instigante para mim.

Posteriormente, eu tive a oportunidade de participar do Laboratório Web, onde consegui amadurecer e ser orientado na construção de um projeto, projeto esse que acabou por desencadear o doc Um Tempo Lindo Para Estar Vivo. A vila foi essencial em minha formação.

 

Agora passados os parágrafos autobiográficos, em resumo, se não fosse a Vila das artes, muitas das minhas aspirações estariam hibernando bem longe de serem concretizadas, e é incrível saber que existe em Fortaleza existe um espaço que desperta tantas coisas incríveis nas pessoas, e muito entristecedor saber que esse mesmo espaço está sofrendo com uma política mal intencionada. A Secultfor anunciou uma nova diretoria pra Vila das Artes sem consultar quem já estava completamente envolvido com esse projeto, a Casa Barão de Camocim, pertencente ao projeto da Vila, está sendo ameaçada de se tornar sede da Secultfor. É tanto descaso, que não podemos permitir. É tempo de resistir!!

 

(No dia dois de fevereiro, a Casa Barão de Camucim foi ocupada como forma de protesto e resistência. Vamos chegar, vamos apoiar!! Aqui está o link da página do movimento).

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, sapatos e noite

Paz.

 

Eita, Man!! Se linguem aí.

A partir desse domingo, a Bienal da Une começa aqui em Fortaleza, um evento colossal, com muitas atrações – desde exibições de filmes, rodas de debate e apresentação musical. E, como esse blog é sobre música, venho então desprender algum tempo para anunciar as atrações musicais dessa bienal, que ocorre nos dias 29, 30, 31 de janeiro e 01 de fevereiro.

dia 29:

A partir das 22 horas, na Praça Almirante Saldanha, vai rolar um tributo ao Belchior com: Nayra Costa, Lídia Maria, Mulher Barbada e Lorena Nunes. Além disso, vai ter show dos Selvagens à Procura de Lei.

 dia 30:
Será repleto de atrações. De 22h a 1h, apresentações de Gabrielle Gomes(CE), Zaubar(CE), Caju Lilás (DF), Guerrilha do Coelhos Mutantes(GO), Talita Barreto(MG), Overdrive Saravá(RJ), Somara N’Zinga(MG), Mano Money’s, Mulheres de Buço(RJ). E a noite se encerra com apresentação de Gaby Amarantos a partir de 1h.

Resultado de imagem para gaby amarantos show

 dia 31:

E no dia 31, a partir de 21h, vai rolar Guetto Root, Erivan e Emecida na Praça Almirante Saldanha.


 

É isso, galeras. UNE-vos e vamos para esse rolés

 

Barulhinhos e barulhões

Vamos vamos adiante, fugindo da procrastinação com o final de semana aí e tomado por uma força de vontade forçada, avante. Agora vamos com os eventos irados que só demais, que nos aguardam.

 

sábado:

vou começar falando da mostra petrúcio maia, confesso que ela merecia mais atenção aqui no  blog,  mas vamos divulgá-la pelo menos, no sábado vai rolar

18h às 18h30 – Fellipe Lustosa
18h45 às 19h15 – Gustavo Portela
19h30 às 20h – Gabriel Yang
20h15 às 20h45 – Murmurando
21h às 21h30 – Indiada Buena
21h45 às 22h15 – Tripulantes da Sabiabarca
22h30 às 23h – David Avila
23h15 às 23h45 – Nayra Costa & Los Flenkys Boys

 

se linguem que vai ser massa demais e tudo de graça que acontece na Praça da Paz Dom Helder Câmara (antiga 31 de Março) – Praia do Futuro.

(no domingo ocorreram as finais)

 

No sabadão vai rolar Freak Punk Fest, que vai acontecer no dce da ufc: Rua Clarindo de Queiroz 933 – Ao lado da Praça da Bandeira, com muitas só a massa aparit das 21 horas e só  por um kilo de alimento.

A imagem pode conter: atividades ao ar livre

 

Também no sábado vai ocorrer o primeiro dia do festival barulhinho, que vai ocorrer no sábado e domingo a partir das 17 horas no anexo do teatro josé de alencar e a coisa linda é que vai ser gratuito uhuu!! , se liguem nas atrações do sabadão ,Rodrigo Colares ,Lótus ,Amandinho

A imagem pode conter: sapatos

domingo: 

como continuidade do festiva barulhinho, anuncio as atrações 18h , SEPASSANDO rec
Talude (RN), maquinas.

 

e as 20 horas no anfiteatro do dragão do mar, terá o show de lançamento do album novo do Daniel groove (Romance para depois)  de grátis ❤

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto

 

 

abraço ❤

Minha máscara undergraund

Não posso me render à procrastinação, confesso que ela é bastante confortável, mas a ânsia de desprender algumas palavras, enquanto me analiso e falo de música, foi bastante tentadora, e ainda tem todo esse  possível caráter revolucionário de fortalecer o movimento e essas paradas, isso meio que instiga minha mente jovem, me leva a me imaginar na década de setenta, na explosão do punk.

Hoje vou falar um pouco sobre consumo cultural e um pouco da hipocrisia que guardo bem guardadinho por baixo da minha máscara underground, a típica pessoa que reclama por ter poucos acessos no blog que escreve, e que ela mesma mal lê apenas um (houve uma época na minha vida que cheguei a acompanhar mais, mas agora não vem ao caso).

Como nos tornamos consumidores ? (que pergunta mais com cara de TCC, ou talvez seja muito genérica para isso). As resposta não são tão claras assim, principalmente por nascermos imersos em uma sociedade de consumo. Mas, falando de mim, acredito que muito do gosto se constrói por influências sociais e por hype comercial. Meu pai costumava  escutar umas coisas de rock e blá e blá, daí também umas questões de relações sociais, grupinhos na escola e etc. Mas o ponto que quero chegar é no momento por volta dos 15 anos que fui fuçar no youtube, aí comecei a encontrar mais coisas  diferentes (conheci The Cure) e depois uma amiga me indicou um blog (monkeybuzz, o blog que lia com bastante frequência). Desde aí, meu gosto foi se consolidando, com esse blog comecei a escutar nichos independentes, o que foi me fazendo pensar em como a música é massa e quanto seria mais massa  ainda se mais e mais bandas conseguissem  se consolidar e conseguir algum dinheiro com isso.

Foi aí que surgiu os sonhos e esses sonhos ganhavam mais forma  quando envolvia interesses pessoais: eu queria ter uma banda, eu queria conseguir fazer shows, conquistar um público, ganhar uma grana (ainda quero). Ok, esse Leo de sonhos fortificados é um pouco o Leo de agora, mas aí que vou falar um pouco de hipocrisia e a forma como lido com o consumo atualmente. Percebo que para consumir som local e independente requer um pouco de disciplina, não falo em disciplina em escutar um som que não agrada, mas falo na disciplina de lembrar. Às vezes, me encontro completamente perdido num ciclo sem fim de álbum que sempre escuto e mal largo, me limitando a apenas um artista/trabalho, aí que entra a disciplina.

Outro ponto é o hábito de frequentar os shows locais, acho que sou um pouco hipócrita aí, tem bandas que realmente gosto e acabo não indo por preguiça mesmo, aí o que entra em questão é a valorização, que eu acho que o ponto mais delicado da história, é a parte que envolve a nossa essência alienada. Das bandas undergrounds/independentes as que eu acabei mais valorizando foram as que tiveram um grande hype. E é com essa conclusão que eu  fico meio perdido, não entendo como o meu consumidor interior funciona grande parte das vezes, ele age como parte de um rebanho, e às vezes me sinto nesse rebanho… Meio que puxando uma roda de mosh.

Vai entender.

Um final de semana de muito barulho

Está tarde da noite e até as lâmpadas dos postes pelejam em se sustentar, mas cá estamos nós para falar dos eventos que ocorrerão nesse final de semana, [Leo anda tendo umas confusões temporais, devido ao consumo excessivo de suquinho de maça] já é sábado. Vamos lá. Força, Fé e Foco, já dizia o lema massivamente compartilhado nas redes sociais, que, apesar de sua repetição descomedida, pode até às vezes funcionar.

sábado/domingo 

No sábado e no domingo, vai ocorrer na Praça Verde do Dragão do Mar um festival iradíssimo, o Garagem Sounds, com várias bandas muito bem uhuuu, é um festival novo em sua primeira edição, mas que já apresenta ter potencial muito grande.  Se linguem no Line-Up:

BULLET BANE (SP) // S.O.H // HATEEN (SP)

PORÃO GB (PE) // JACK THE JOKER // BORN TO FREEDOM (RN)

DEPOIS DO FIM (SOBRAL) // MINERVA // IT GIRL // THE ANDIES

LEST OEST // LAVAGE // LA TRINIDAD // MALDITOS REMANIS

ALLWEHAVE // DIAMANITA // ROCCA // NAFANDUS // CANIL

RADIX HC // ANKERKERIA // SUBCELEBS // IN NO SENSE

OS INTRUSIVOS // CHICONES // ESTEREOH // MASMORRA

MARSTODONTES // CAIKE FALCÃO //  HARMÔNICO VULGAR

7 NÓS // INTUICIÓN // CERVEZA // BACKDROP FALLS // ADERIVA

BERG MENEZES // AUTO 3 (PE) // INERVE // OLD BOOKS ROOM

domingo

Rolará mais uma edição do Festival Cidade Marginal, no Casarão Benfica.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Também mais um evento massa, promovido pelo Chá de Boldo, com oficinas e apresentações, o evento ocorrerá nesse endereço: Rua Gilberto Studart, 1720.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e texto


Galera, foi isso por hoje, são eventos iradíssimos, vale a pena conferir :).